Como é a vida das mulheres no Catar e seus direitos
As mulheres que vivem no Catar, sede da Copa do Mundo de 2022, assim como milhares de mulheres pelo mundo, sofrem por não ter direitos reconhecidos pela lei e muito menos respeito.
Na prática o país sede da Copa que apresenta ao mundo uma copa tecnológica, muito bem planejada, as mulheres são discriminadas e sofrem violação dos direitos humanos. O Catar tem maioria muçulmana, por isso as mulheres ainda estão sujeitas ao sistema de tutela masculina, sendo assim, elas devem pedir autorização aos seus tutores (pai, marido, irmão etc.), os quais tomam as principais decisões, seja casar, trabalhar em empregos públicos, entre outros, segundo a Anistia Internacional. As mulheres devem pedir inclusive, permissão para acessar tratamento de saúde reprodutiva e exames ginecológicos básicos, como o Papanicolau. A Constituição do Catar entra em conflito com esse sistema de tutela, no entanto, o controle dos homens sobre a vida das mulheres ainda existe.
Dentre os absurdos aos quais essas mulheres convivem diariamente, está o de que, mulheres casadas devem obedecer aos seus maridos e não podem se negar a fazer sexo, exceto por razões “legítimas”, de acordo com a lei do Catar.
No Catar é muito difícil uma mulher se divorciar e ainda mais difícil conseguir a guarda dos filhos após o divórcio.
No processo de divisão da herança, as filhas recebem metade do que os filhos recebem. Os homens do Catar ao se casarem com uma estrangeira, automaticamente, ela e os filhos do casal recebem cidadania, já as mulheres ao se casarem com um estrangeiro devem solicitar a cidadania, com muitas restrições.
Não há leis que protejam as mulheres contra a violência doméstica, podendo a mulher a ser obrigada a voltar para casa mesmo que seja proibido ferir fisicamente ou moralmente suas esposas.
Um país muito atrasado nos direitos das mulheres, mas que em 2012, enviou pela primeira vez atletas femininas para as Olimpíadas, o “empoderamento feminino” foi um dos pilares do desenvolvimento social no plano estratégico do Catar entre 2011 e 2016. Porém, o novo plano estratégico entre 2018 e 2022, não possui mais este item.
Assim são tratadas as mulheres no Catar.
Cheila Ferreira