Estudo aponta que 66% das mulheres que praticam jump têm incontinência urinária

Docentes da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA),  realizaram estudo com 59 mulheres com idade entre 20 e 40 anos,  praticantes da modalidade de Jump, por ao menos três meses, em academias de Porto Alegre (RS),  que detectou perda de urina, destas 66,1% incontinência urinária. A pesquisa foi publicada pela revista Fisioterapia Brasil.

Segundo a pesquisa, a perda urinária poderia estar associada a pressão excessiva na pressão intra-abdominal gerada por esta modalidade, o que pode sobrecarregar os órgão pélvicos, empurrando-os para baixo, provocando danos aos músculos responsáveis pelo seu suporte.

“A extensão desses danos vai até o enfraquecimento do assoalho pélvico prejudicando a função dessa musculatura que, além da perda de urina, pode levar a um problema de suporte, o que pode gerar o prolapso de qualquer órgão pélvico, como, por exemplo, a bexiga ou útero”, explica a fisioterapeuta pélvica Priscila Pschiski, proprietária da clínica Pelvic Funcional.

A incontinência urinária pode afetar até 50% das mulheres em alguma fase da vida.  Esta prevalência pode chegar até 80% durante a prática esportiva em atletas que praticam atividade física de impacto, afirma a pesquisa, levando ao abandono da atividade para evitar constrangimento.

As fisioterapeutas da Pelvic Funcional chegam a atender cerca de 30 casos por mês de mulheres nestas condições. “É comum não somente em jump, mas em outras modalidades que exigem saltos, como, por exemplo, crossfit e kangoo. O impacto pode atingir até 12 vezes o peso corporal sobre a estrutura pélvica”, afirma Priscila.

A especialista diz que não é necessário abandonar a atividade física. O ideal é devolver a funcionalidade dos órgãos pélvicos para que a mulher faça o que mais gosta com segurança. Para isso, ela desenvolveu o Método Dra. Pelvic, um tratamento eficiente e exclusivo que se baseia em desenvolver os 5 C’s: consciência corporal; coordenação perineal e TRA (Transverso do abdômen); controle do diafragma; contração correta do assoalho pélvico e condicionamento físico e performance.

“Este método trabalha além da musculatura íntima, pois não basta só saber contrair e soltar, tem respiração envolvida, abdômen e posturas para serem realizadas e assim alcançar os resultados almejados”, explica a fisioterapeuta.

A incontinência urinária afeta seriamente a qualidade de vida da mulher. Além de prejudicar a autoconfiança e a autoestima, elas passam a não ter liberdade pois ficam dependentes de absorventes, costumam usar roupas mais escuras, e a região íntima fica forte odor, prejudicando o relacionamento conjugal. Isso abala o emocional e algumas precisam ser encaminhadas para psicólogos.

Foto: Pelvic Funcional

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