Gravidez Tardia: Conheça os 5 cuidados essenciais na gestação após os 35 anos

Médico obstetra e consultor da Philips Avent, Dr. Alberto Guimarães, explica os riscos e cuidados necessários para reduzir os ricos na gravidez

Gravidez a partir dos 35 anos é considerada tardia e de risco. Levantamento da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta que índice saltou de 9,1%, em 2000, para 16,5%, em 2020. Nos dados analisados os pesquisadores apontaram que no começo do milênio a fecundidade concentrava-se em mulheres mais jovens, em 20 e 34 anos (67,4% do total). Passado duas décadas, essa faixa etária representa 57,8% – quase 10 pontos percentuais a menos.

De acordo com o médico obstetra e consultor da Philips Avent, Dr. Alberto Guimarães, nessa faixa etária a gravidez já é considerada tardia e merece um acompanhamento mais próximo com o objetivo de diminuir riscos e ser bem-sucedida.

A fertilidade das mulheres começa a diminuir a partir dos 32 anos e cai mais rapidamente após os 37 anos. Uma das explicações é que, com o tempo, elas passam a produzir óvulos em menor quantidade e qualidade. Por isso, pode ser que demore um tempo maior para que você consiga engravidar. 

Para aquelas mulheres que já passaram dos 35 anos e planejam engravidar, o doutor traz algumas recomendações:

  1. O primeiro e mais importante passo é ter a certeza que quer engravidar nesse momento;
  2. Consultar um profissional antes de engravidar para um check-up completo da saúde;
  3. Interromper o método anticoncepcional utilizado;
  4. Iniciar a suplementação indicada pelo médico;
  5. Aderir hábitos mais saudáveis.

A orientação do especialista Dr. Alberto é que a gestação seja planejada, com acompanhamento médico antes mesmo da fecundação.  “A partir dos 35 anos, a gestação deve ser cuidada com uma estratégia de prevenção, e não como um risco em si. Nesses casos, é necessário manter a bandeira amarela em alerta, com intuito de reduzir os riscos durante o período gestacional”, esclarece o Dr. Alberto.

O médico ainda explica que em grande parte dos casos de gravidez tardia, a mulher necessita de suplementação diferenciada,  avaliação hormonal e acompanhamento constante da pressão arterial e do peso para que a gravidez avance de maneira saudável. “Entre 10 e 15% das gestações podem sofrer abortos, em sua maioria decorrentes de componentes genéticos. Quando filtramos para a gravidez tardia, esse índice é ainda maior, o que pode comprometer a possibilidade de uma próxima gestação devido a idade da paciente”.

Alterações metabólicas, tireoidites, diabetes, distúrbios de pressão, entre outros podem ser aumentadas com o avanço da idade. “As chances de uma pré-eclâmpsia durante o parto, por exemplo, são maiores. Essa condição pode acometer tanto gestante com idades mais avançadas quanto adolescentes”, acrescenta.

O Dr. Alberto reforça que a idade não deve ser o único motivo para decidir pela maternidade. “Ao pensar em engravidar, a mulher tem que levar em consideração se ela realmente tem o desejo de ser mãe e se está preparada para essa mudança em sua vida. A idade não pode ser o único fator para engravidar. Se houver dúvidas sobre a maternidade, o congelamento de óvulos pode ser uma possibilidade para a mulher postergar essa decisão e gestar no momento ideal”, comenta o médico.

Dr. Alberto Guimarães é médico, ginecologista e obstetra pela Faculdade de Medicina em Teresópolis, mestre e doutorando, pela Escola Paulista de Medicina, UNIFESP e idealizador da Universidade do Parto.

 

Cheila Ferreira

 

 

 

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *