A presença de mulheres no setor de investimentos
Entre os investidores da bolsa de valores (B3), menos de 25% são mulheres. Em agosto de 2022, divulgaram um conjunto de normas que visam fazer avanços importantes sobre o debate de diversidade nas empresas.
De acordo com pesquisa de 2022 da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais), do total de profissionais CGA (Certificação de Gestores de Carteiras Anbima), apenas 7% são mulheres. “Estamos diante de um mundo bem masculino no mercado financeiro, pois cerca de 70% são homens e 30% mulheres. Em cargos de liderança esse número fica ainda mais baixo”, afirma Roberta Bernardi, assessora de investimentos 3A Investimentos, um dos maiores escritórios de investimentos do Brasil especializado em gestão de carteira Private.
Seja como profissional no setor de investimentos ou em qualquer outra profissão, as mulheres precisam estar sempre um passo à frente, não apenas enfrentando vários desafios, como também reafirmando diariamente as competências e habilidades.
“O que mais consideramos hoje no trabalho além um local onde possamos ser reconhecidas e valorizadas é a “tentativa” do equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. Poder acompanhar a trajetória dos nossos filhos e estar presente nos momentos que somos requisitados é o que nos motiva e nos faz seguir em frente”, explica. “Hoje, podemos nos inspirar em várias mulheres de sucesso pelo mundo. Mulheres que não desistiram e foram ousadas em suas carreiras. Precisamos do empoderamento feminino para construir uma história diferente para o agora e futuro de todas as mulheres que apostam em suas carreiras”, conclui Roberta.
Fernanda Della Monica, Assessora de Investimentos e sócia 3A Investimentos, consegue enxergar muitas coisas que diferenciam o trabalho das mulheres no mercado financeiro. “Temos muita paciência, empatia e um tato feminino único que nos ajuda a estreitar o relacionamento com os clientes, criando um tipo de afinidade além do negócio”, ressalta.